Project Gutenberg's K4 O Quadrado Azul, by Jos de Almada Negreiros

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Title: K4 O Quadrado Azul

Author: Jos de Almada Negreiros

Editor: Amadeu de Sousa Cardoso

Release Date: October 21, 2007 [EBook #23133]

Language: Portuguese

Character set encoding: ISO-8859-1

*** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK K4 O QUADRADO AZUL ***




Produced by Vasco Salgado




*JOS DE ALMADA-NEGREIROS*


*K4

o quadrado

AZUL*

ACABA DE APARECER


POESIA TERMINUS

DIZ-SE AQUI O SEGREDO

DO GENIO

INTRANSMISSIVEL


LISBOA 1917
EUROPA MODELO 1920


EDITORES

     *amadeo*
JOS *de souza* ALMADA
     *cardoso*




*JOS DE ALMADA-NEGREIROS*


*LITORAL*

(POMA)


E ARTIGO-MANIFESTO SOBRE A EXPOSIO DE

*amadeo
de souza
cardoso*

NA LIGA NAVAL PORTUGUESA

 VENDA NAS LIVRARIAS


*K4

o quadrado

AZUL*


MIMA-FATXA SINFONIA
COSMOPOLITA E APOLOGIA
DO TRIANGULO FEMENINO


     *amadeo*
JOS *de souza* ALMADA
     *cardoso*


*EDIAO LUXURIANTE*


EXEMPLARES RAROS. UNICOS ORIGINAES

ENCOMENDAS ANTECIPADAS A AMADEO DE SOUZA CARDOSO
27, RUE DE FLEURUS--PARIS.


*amadeo
de souza
cardoso* dans plusieurs expositions marchands et galleries Paris
Londres Berlin Cologne Munich Hambourg New-York Chicago.




POESIA TERMINUS

DIZ-SE AQUI O SEGREDO DO GENIO

INTRANSMISSIVEL


  *amadeo*
A *de souza*
  *cardoso* substantivo impar *1*, o detentor da Apologia Masculina,
  o que me possue em tatuagem azul na sensibilidade, o Amante
  preferido da Luxuria e do Vicio (Vide genio Pintor).


JOS DE ALMADA-NEGREIROS

LISBOA 1917 EUROPA MODELO 1920




AVULSO 10 reis     20-5-92

O perfume penetrante da sua alma raffine no passava atravez do kimono
de crpe da China. O seu ar no era de modestia tinha era uma maneira
parada de se existir pra fra, mas quem analyssse melhor os seus gestos
veria que faziam lembrar um loup que mal lhe encobrisse a oval delicada
do rosto sem conseguir disfarar os requintes exquisitos da sua alma de
eleio. O velho e sympathico Marquez seu pae no a comprehendia e no
era porque no lhe custsse muitos cabelos brancos andar sempre atraz
d'ella pra lhe advinhar os pensamentos. Quando havia visitas ella
punha-se logo no seu constante mau-estar que lhe encobria todo o seu
fino espirito a quem no a conhecsse (e infelizmente ninguem a
comprehendia) e o pobre Marquez tirando com a paciencia o seu monculo
de aro d'oiro, inclinava-se sobre um joelho e dizia baixo s visitas
pr desculpar e sem que ella o ouvisse:  muito doente, coitada! e
punha de nvo o monculo com uma dr de pae desolado que no podia
remediar aquella fatalidade de maneira nenhuma. Por outro lado a muito
illustre e distincta senhora Marqueza sua me, desfazia-se em mimos
para ella por todos os cantos; e todas as tardes, quando sua filha a
espairecer pr vasto terrao que dava prs jardins do palacio, vinha a
pobre Marqueza passar-lhe a mo plas costas com uma caricia terna que
a animsse, mas ella tinha sempre um sorriso imperceptivel nos cantos
dos olhos e fugindo-lhe do brao com um tregeito souple, onde no
transparecia o minimo enfado, a fechar-se por dentro no seu quarto
pra escrever uma carta ou pra mudar de toilette ou outra qualquer coisa
em que tivesse forosamente de ficar sosinha. Uma noite no bridge,
n'este meu habito de levianamente sympathico, emquanto as estrellas,
orificios de luz no firmamento, espreitavam atonitas os jardins s
escuras, comecei a fazer intelligentemente a distino do viver em
Londres e do viver em Lisba e distanciava com elegancia as minhas
razes a conta-las plos dedos bem estimados. Ella voltou pra mim o seu
perfil estylisado de nobreza onde transparecia toda a gloria dos
brazes de seus antepassados e aprovou-me co'os olhos poisados na
cigarreira de prata fsca reluzente sobre o panno verde da meza do
bridge: diz muito bem! E pouco a pouco como dois astros perdidos no
infinito e cujas trajectorias, antecipadamente traadas por Aquelle
que tudo rege, forosamente um dia se ho-de cruzar, assim tambem as
nossas duas almas, j por varias vezes o tinha presentido, era
inevitavel que mais cdo ou mais tarde no viessem a encontrar-se face
a face. E, ainda bem pra mim, no me enganei!     _(contina)_




Um dia dra-lhe pra pintar e voltou pra mim numa tela um torso ancioso
na intenso de vicio. Tinha-a feito pra me compreender melhor e que no
era tal porque duvidsse de mim. Disse-me apaixonadamente num contrair-se
toda que afinal s agora, que no m'a ouvia ler, comeava a compreender
a minha Mima Fatxa. E como prova d'esta compreenso amarrecou-se n'um
desdem em que achava os proprios paes d'ella umas cavalgaduras. Tanto
falmos d'essa merda da constituio da familia que nos compensmos
imenso em concordar que aquilo afinal era mas era o venreo da alma. E
dizia-me que a ella j lhe presentia a raiva de vir a ter tambem uma
gerao mais nova. Brilhavam-lhe nos olhos como duas origens luminosas
alucinadamente-esmeralda as intenses reveladras da minha obra que no
illuminava para c do genio. E excedia-se em pses expontaneamente
excentricas a transcrever-me os deslocamentos abstratos do dynamismo
interior de uma alma que se exprime subordinamente plo vestir e
conter-se. De feito, Eu que tantas vezes me excomungra por esta
injustia de Deus me ter feito homem, e mais ainda por esta infmia de
Deus me ter nascido portuguez, j me transpunha em regosijos por esta
realizao pratica da minha inteligencia expressa em amante admiradora.
Sei apenas que um dia a achara extraordinariamente parecida com o meu
desejo de imperar predominantemente-ruivo de esfera de cobre em brza
e dilatada a tal ponto que me pareceu occasionalmente a memoria de me
ter mascarado de amante para mim; mas sempre que a quizra recordar
definia-se-me sintheticamente em quadrado azul, azul no sei qu.
Durante uma semana saira de Lisba pra experimentar uma marca nova de
automoveis americanos modlo 1919 e ento o quadrado azul agitou-se
nitidamente em azul mpar, mas mpar *1*. Quando lhe lia os meus poemas
contra os olhos d'ella as iris deformavam-se-lhe pra tringulos de genio
sem contornos retos, dois deltas-carimbo do Nylo azul iguaes a duas
metades do quadrado *1*; e pouco a pouco, agradavelmente, violentos aos
solavancos, os olhos d'Ella encaixavam-se  justa dentro dos meus n'esta
necessidade que ha de haver dois a ser infinito. E as formas
diluam-se-lhe pra turvaes de absinto em suspenses accsas de
espasmos venenosamente ricos de quadrado azul. E realizavamos esta nossa
sensibilidade commum de termos volumes iguaes sem se repetrem em nenhum
de ns e atuando igualmente sobre a mesma energa que durava
ininterruptamente instantes consecutivos cada um dos quaes eram
exploses de intensidade concentrada. S um dia  que reparei que os
brincos d'Ella s tinham um ponto brilhante pr par. A propria cabea
no se lhe definia em colocao. Harmonizavam-se-lhe, porm, os
deslocamentos pra uma sympathia imediata de nos remir a ambos de
humanidade. Mas at as ndoas negramente transparentes sobre o quadrado
azul reforavam-se em oscillaes esguias quando a minha curiosidade
as trespasssse de desejo. As ndoas comeavam sempre por mamilos de
moiras e alastravam-se concavamente em espasmos d'pio exageradamente
danas de cachimbo. O velho das barbas estava emendado ao p dos bambs
cheios de p de talco e sol.


30 X 65


*WINDSOR & NEWTON, Ltd.,*
LONDON, ENGLAND.
MOIST COLOUR.
*BURNT CARMINE.*
CARMIN BRUL
GEBRANNTER CARMIN.


*J. CHROME FONC*
Chrome yellow deep
Chromegelb dunkel


*LEFRANC & C.^IE--PARIS* SRIE *H*
GALERIE BERNHEIM-JEUNE, 15, rue Richepanse.


O quadrado azul no era, porm, assim to facil que no fsse e por
muitas vezes desmanchado em pertences de machina sem intenso e logo
atrados instantneamente por um man luminosamente-sexo que os
concertsse em movimento de belleza ambigua doidamente-hlice-toilette.
De uma vez, num passeio, o arco-iris foi quadrado at ao fundo dos
raios X pra l do cavlo transparente n'uma continuidade cinematografica
contornando a apologia feminina sagradamente epiltica em ss de co
todo realce e posse de reflexos. Se eu me detinha a observar o quadrado
pla perpendicular do desejo illuminava-se o palco artificialmente lve
de triangulo n em record azuladamente feminino. Os olhos recolheram-se-me
pra dentro de um estertor illuminado a escndalo afogueado e ruivamente
doido de artificio. Quando voltei outra vez havia uma carta registada
para mim.


*VIGO
15 08 16
PONTEVEDRA*     *1^A EXP*


Dentro s estava um quadrado azul. Nem um defeito minimo em qualquer
das faces. Apenas a cr caprichava em no se definir e de tal maneira
que Eu j duvidava de o ter visto azul. Do quadrado saltou uma espiral
de cobre ascendentemente mla ofensiva d'onde se balanceava a minha
cabea congestionadamente accsa em embriaguez-vertigem de
Carnaval-egypcio. A luz espalhou-se igual por todo o quarto sem fazer
sombras por detraz dos moveis transparentes de mdo nas veias cas de
azul quadrado. Talvez que o azul  que fsse quadrado mas havia tambem
e por toda a parte um s quadrado azul que enchia o quarto todo e sempre
com um dos vrtices onde Eu fitsse. D'esse vrtice partia um lado do
quadrado em direco s capitaes por um arame equilibrista de aventura.
Quanto mais o vrtice se aproximava de mim mais se mudava o tal lado
animado do quadrado em chicte brutal de zig-zag cho de zinco equestre
em brouaha-gallope d'inundao-ampre. Completamente igual e sem origem
a luz era sempre a face do quadrado voltada para mim em record. s vezes
eram as duas faces voltadas para mim dentro do mesmo quadrado e com um
dos vrtices a magoar-me o centro do crneo accso em deboche pra dentro.
Tabaco de Espanha e cinta belladona e fgo negro batuque Loanda Cabinda
Zona Equador 0^o = 40^o  sombra La creolita, la novia del toreador
*Terre Sienne Brule*. As pardes quando desabavam sobre o cho
atapetavam o quarto de quadrado azul. Quando desabaram as quatro pardes
e o tecto eu j era o quarto illuminado a quadrado azul e sem cho.
Succediam-se juxtapostos hieroglyphos syntheticos de expresso immediata
e que apesar de no estarem gravados em nenhuma das faces do quadrado
azul reproduziam-se nitidos em golpes de Radium pra dentro do meu
crebro impresso a helzevre. De entre muitas das frases resolvidas
archivava-se em profundidade estagnada a maldio da humanidade
condenada ao prolongamento indefinidamente-desespero da noo do
instante. Outras documentaes inexplicaveis de mim prs outros estavam
sublinhadas de zbras aflitas d'imprescindivel importancia. Mas uma das
que mais mordeu a minha sensibilidade foi a da _Medicina das cres_ pla
qual tudo seria exito se se resolvssem as propores de um quadrado
relativamente  aflio do Mysterio. Como exemplo intensificava a
energia epiltica de uma espiral de caixa de surprzas relativamente
ao perigo perpendicular de um quadrado de azbre circumscrito ao circulo
dimetro da terra e definindo a superficie exgotada quotidianamente em
razo subjectiva. Outro exemplo era o da proporo do esforo infantil
pra enfiar a esfera do bill'boquet a transvazar a intensidade cerebral
do chimico inovadoramente timbre de quadrado molle mais metallismo
Prussia de um quadrado com o lado igual a infinito amarello. Dos outros
apontamentos zebrantemente illegiveis depreendia-se ra a proporo do
receio do debche pr ferrugem da Intelligencia, ra a da sujeio
familiar impedindo a sada da alma, ra a do contacto dos mal-incarnados
dissolvendo a irradiao do previlgio, ra a do esforo dos dplacs
demorando a Perfeio e por fim consagrando a Sensualidade como inicio
do ether plo espasmo intermedio. Apontava depois como erro o
desenvolvimento da personalidade dentro da intelligencia chicoteando
o subjectivismo de satyras vencedoras. Segundo o quadrado azul, a
intelligencia era o peccado original e portanto indigna de admiraes
apesar de a exigir at ao seu maximo em todos os que tivessem nascido.
E por dedues espantosamente logicas concluia que afinal o genio como
existe realizado no  mais que o homem normal se a humanidade no
tivesse consentido nunca que a terra vivsse mais depressa do que Ella.
Ao passo que a terra tinha a Lua como unico satllite a humanidade de
tal maneira se dissolvera em desagregaes continas que minsculamente
dispersas plo espao foram minguando lentamente co'os seculos at 
concluso Homem. E toda aquella origem luminosa do planta humanidade
se subdividiu em inteligencia hereditaria por milhes de estilhaos
dispersos pelos astros subsistentes. Admitia a hypthese da
reconstituio do planta humanidade por escalas de accrdo unanime
em cada astro isolado at  comunicao magntica de todos os astros
alliados pr necessidade da resurreio deste planta luminoso que no
cumpriu. Como base fundamental pra esta ressurreio elogiava em
exaltao litterariamente dogmatica o dominio absoluto e tyranno da
Intelligencia sobre o limite fisico e sem a localizao cerebral como
que a exigir uma vertigem suspensa em discos de velocidade
acceleradamente centrpeta e de que resultsse a noo do minimo pr
expresso humana. Dentro d'estas propores mostrava eschemticamente
em solidos construidos de excessos de energias a vida destinada pra
cima da Felicidade sem a noo dos cinco primeiros sentidos. Explicava
que tendo-se o homem restringido  superficie da terra atrofira por
demencia e falsa applicao dos sentidos aplicaveis as disposies
iniciaes com que alcanaria todas as vantagens enunciadas no magnetismo.
Assim, a subtileza que fazia parte dos dons nas metamorfses mais
afastadas do primeiro homem, limitra-se, como todas as virtudes da
transparencia, em simples fantaza localizada miseravelmente ferrugenta
na sensibilidade cerebral e j sem o funcionamento de placa registradora
do systema vibratorio em comunicao compensadora e sem fios co'os
desejos excessivos do Ideal. A revelao mais vulgar talvez fsse a
designao de tomo com que a Intelligencia (na proporo dos outros
elementos componentes) fazia parte de uma molcula isolada de ar
atmosferico mas com receptividade exclusiva das meninges numa vibrao
thorxica de digesto translucida. A seguir vinha logo a demonstrao
accessivel da existencia d'intelligencia no ar atmosferico plo tacto
impressionante do ar liquefeito. E na verdade a invisibilidade do tacto
experimentalmente ruido de gelatina irrita o cerebro de revelao pr
proporo maior em que Zenith choca com Nadir na dissonancia attenta
da vibrao ultima mais hypothese de som num dyapaso vulgar.
Immediatamente, suspenderam-se em reticencias sonras todas as
revelaes e settas acceleradamente ancia cortavam no mesmo sentido a
furia de resolver numa mpertinencia unanime de acertarem em fins.
Excedia-se a tempestade obliquamente em vermelhos gensicos de
sacrificio redemptor e todos os fragmentos de luz emancipada regressaram
 dimenso da transparencia em que a terra era equilibrio inconstante
do esforo pr resoluo. Pouco a pouco as velocidades contrariavam-se
pra uma desigualdade de intensidade rubra cada vez mais travada de
nitidez. E geraes intervaladas de epochas vazas gastavam-se em
direces resolutas de movimento accelerado num estampdo inicial de
arranco e numa impotencia suicida e arrastada de se dizerem exactamente
desviando-se da noo do instante que definisse a durao da existencia.
As settas perdiam-se pra infinito porque o alvo mudou-se em transparente
na passagem das settas hypnotisadas de alvo na meta do infinito cada vez
maior. Mas tudo isto era como que uma especie de tampa do quadrado azul
que se abria em infinito de poo illuminado perpendicularmente 
direco das energias. Pra l da vida igual ao instante j o homem no
pertencia. Comera por se prevenir da mortalidade mas d'esta ignorancia
enquistaram-se-lhe os abcessos em dentaduras exteriores arreganhadas
como sexos de atavismo inutil. Os proprios repuxos por mais que subissem
eram sempre repuxos; por isso que a vida dos repuxos era s
certificarem-se de que eram repuxos. Por outro lado o verde esquecera-se
de si-proprio e empallidecera de esquina contra os olhos. Na manh
seguinte quando recordei o quadrado azul j o no era sobre a
secretaria. Havia era uma carta que eu ainda no tinha aberto. A letra
era graphologicamente musical e apenas entre aspas sobrepunha ideias
inimigas por querem ser cada uma isoladamente a mais necessaria. E
sendo a proporo dos priveligiados vantajosamente de 1 pra um milho
resulta que a concepo da eternidade demora-se n'uma velocidade
acceleradamente retardada de exito um milho de vezes. Todas as luctas
tumultuosamente-tantalo do cyclo das geraes dissolvem-se pra passado
conseguindo deslocar a sensibilidade prlm de Zenith na distancia
exacta em que as dimenses do homem fssem resumidas no ponto
mathematico e centro das Zonas esfericas alucinadamente concentricas
na suspenso ether. Tambem todas as energias martyres dispendidas plo
genio pr Grande Libertao inutilizam-se em depositos de Imaginao
santificadamente inutil e crucificam-se involuntariamente desmemoriados
da Idolatria da Perfeio Humana. Tentar divinisar o homem  o primeiro
symptoma da Amnsia. O homem  o contraste do divino. As mmias foram
saqueadas e a esfinge refugiou-se-me no cerebro e espreita colossal
plos meus olhos abertos. Ao menos salve-se a esfinge! As ameias
desdentadas tisnaram-se no grito da ultima posio. E eu por ter a
esfinge dentro de mim fui mais um gro de areia a tapar a esfinge no
deserto. Formulsse-se a absteno total de dimenses pr forma humana
que jamais a loucura ganharia aos repeles de regressionismo. D'este
erro de propores sofre o homem actual a influencia dos mundos
microbianos em que a durao do instante se estca elsticamente nesta
certeza da incurabilidade do cancro e nesta rxido de gangrna
lentamente asfixiante da syphilis preguiosamente deformadora. Neste
alheiamento da Felicidade o homem desceu de si pr sentimentalismo, pr
impotencia da descoberta, pr limite da inovao, pr mysterio de
si-proprio, pr irremediavel, pr impossivel e neste ergueu em pedestal
de raiva o fatalismo como unico alento pr resignao do cancro. Babel
eternizou-se da confuso das patrias pr lucta da autonomia das
individualidades porque nem as Religies nem as Maonarias se
acondicionaram onde coubssem tantas variedades de infinito. Entretanto,
a Idolatria do Eu resmunga nos buzios o direito  victoria. E toda
esta ebulio permanente de energias desencontradas e vingativas da
degenerescencia aperta-se violentamente dentro do Mysterio com o insulto
de preciosidade de bric--brac exposta no Museu repelentemente Nacional.
Mas o homem quer por fra ser o maior quando as energias deviam
iniciar-se d'esta ambio pra infinito. A Perfeio s se define onde
no ha dimenses e , pois, absurdo adapta-la a uma concavidade
irregular. Plo contrario, concentrem-se as actividades de recepo no
mnimo e a Perfeio possuir o limite. A vida seria o instante, a
abstrao mais rpida e infinitamente menor que o segundo chronometrico.
Tambem todas as variaes da sensao se juntariam em uma unica a
divergir luminosamente prs compensaes do ether, n'uma emancipao
da vontade sobre os deslocamentos independentes dos kilos sensuaes da
transparencia ao contrario de fazer incidir sobre o cerebro os aspectos
restritos desta natureza planetaria to canadamente exgotada. Assim
avanaria o homem sempre e tanto, at que pudsse sucessivamente
deslocar de si pr terra a noo do ponto metrico, isto , quando o
instante de hoje j fsse toda a vida do planta em que nos definhamos
numa comprehenso enganosamente lentissima da eternidade. Mas de tal
maneira a maldio do homem estava impregnada do Odio de Deus que este
horrr da Eternidade estava multiplicado por infinito. A eternidade
existe sim, mas no to devagar. E teve o homem a illuso de que
creando com a intelligencia a insensibilidade quotidiana talvez se
morfinizsse no habito da indiferena! Mas por mais que exagersse o
homem essa demencia forada a que se exgota na inteno de alcool
permanente, toda a premeditao excitada se adaptaria a no consentir
antdotos pr Odio de Deus. Resultaram consequencias vantajosas pr
homem na inconsciencia mas Deus vingava-se em permitir-lhe victorias
de democracia mais e mais atulhantes de paralysia geral na agravante
da longevidade nata. E em tal esforo de desenvencilhar-se de atilhos
que proclamava a independencia pla razo, a aristocracia pla
intelligencia, o dominio pla fra mas sempre na condenao de viver
no alheiamento absoluto do deslocamento das propores. Em vez de
assignatura estava mal impresso um quadrado azul n'uma impaciencia de
cr  espera do que visse da distancia diminuida em frio telegrafico
de noite. Os sentidos reproduziam-se em listas fosforescentes plas
diagonaes dedadas de teclado onde se crucificava um W entrelaado em
peixe-desespero fra d'agua. E outra vez as diagonaes dividiam o
quadrado em raios X separao sectores transbordantes de praa de
touros onde o eu-querer-me-dizer fsse o touro mais forte contra
toureiros transparentes a sangrarem-me o cachao. Eu existia apenas na
febre da cidade e sempre atento, a ver quando os meus sentidos se
distraiam pra me raspar de dentro de mim-proprio. Mas o circulo canado
de se procurar dentro de si-proprio em velocidade-mania parava
nitidamente em quadrado azul. Tambem o cone azul da chama num gesto de
emancipao planificava-se em quadrado azul esticado perpendicularmente
no plano mais proximo numa transparencia de s se ver pra l a mola das
cidades e as ambies-segrdos. O quadrado azul inchava-se pra harmonium
asmtico co'a voz de candieiro rouca de ventania e dizia esta quadra
de 4 vertices: Amar = A + M + A + R. Primeiro um A, o primeiro A de
amar. A seguir um M, o unico M de amar. Depois um outro A, o segundo A
de amar. E por fim um R, o R do fim de amar. Todos os outros AA eram
independentes como estes, todos pertenciam s suas palavras, aos seus
logares nas palavras. Eu-proprio que tantas vezes julguei que eu era
um genio descobri que afinal no passava de ser o A do azul quadrado
do quadrado azul. O meu olfato desprendera-se da quilha e desfocando-se
do projector pra sexo-ndoa vestido de rde, oscillava em anel perdido
pr profundidade de ser um cadaver com pezos nos ps pra no dar 
praia. Os outros sentidos desapareciam plos cantos em arrancos
instantaneos de bichos surpreendidos e illuminavam os vrtices de olhos
inchados de mdo e accsos de curiosidade na entrada de buracos que s
existissem por desaparecerem os peixes espantados. O meu atavismo
viscoso tinha cado no fundo. Tinham-se-me dissolvido as formas, pouco
a pouco, desde a superficie e por fim o meu anel j enfiava s a
psicologia a tingir de raiva a nostalgia subsistente do respirar. E
como um acontecimento maravilhoso rodearam-me o anel chusmas neutras
de animaes microscopicos e cabeudos que se deixavam atravessar pla
irradiao luminosa do diamante cujo ponto brilhante apertava
avarentamente-dolorosa a minha intelligencia fabricada de substancia
de eternidade. Mas com o tempo o brilho do diamante passou a ser a
extremidade-cilada da antna fluctuante da fishingfrog numa importancia
capital de ser Eu a origem de todas as luzes. Recordava ainda, por
vezes, o meu crebro a deformar-se pra Zeppelin perseguido por cascatas
alienadas e invertidas em jrros de obseo accsos por dentro de funis
desde os olhos da praia sem luar. O remorso refugiara-se em veado
cercado de mortes antropofagas por todos os lados mal illuminados. Os
bales cativos tinham-se embebedado com loucura julgando ser licr
vrde. Lembrava-me tambem de j ter sido a minha intelligencia a materia
crante das pores cubicas do Oceano. Depois um co furta-cres
alastrou-se alegremente-jovem pr'lm do brilho femenino
resignadamente-crcere da nudez da madreprola. E a minha intelligencia
a escorregando ventosa plo fundo do mar, plo fundo do mar de todas
as substancias do fundo do mar, plo fundo do mar de todas as coisas
que no vivem no mar. E por tudo o que eu pensava iam ficando pedaos
solidos da minha fantaza como marcas salientes de prta utensilio. O
proprio genio de Vinci accendia-me as meninges pra me revelar a
tatuagem indelvel e desenhada a congesto pla idolatria com que me
antecedeu. Toda a minha fantaza era cardinalmente, por instantes
ininterruptos, a intensidade exacta das vidas j resolvidas e a das
vidas que ainda se demoravam pra nascimento. E tudo se sucedia por
formas de belleza revelada e de belleza intacta. Por todas estas
realidades das noes orgnicas nunca se denunciava a existencia das
particulas representativas das intelligencias aventureiramente
transportadas ao intersse das invenes realizadas, das futuras e das
impossiveis. Isto , o Radium no podia ter sido descoberto antes do
seculo xx por no existirem ainda sobjos de energias transbordantes
suficientes pra illuminarem essa minima quantidade de Radium resolvido.
Esta vontade que me occorria de quando saisse de manh pr passeio eu
no saisse todo, saisse s metade por exemplo, ou s as pernas, ou s
a intelligencia desalojada do crebro, ou s sensualidade, ou s o
desejo de ser um fio, onde estivssem enfiados os valores, interessantes
das formas em geral resolve-se excedentemente no quadrado azul. As
conchas por exemplo, deixaram de ser symbolos indecifraveis pra serem
a expresso e o movimento dos que pensaram nas conchas. Verdade  que
essas intelligencias  que lhes permitem a intensidade de vibrao
psichica mas a vontade da direco das conchas por todos os
deslocamentos do capricho e da necessidade e da abstrao  uma
autonomia irrevogavel das proprias conchas absolutamente alheias da
causa que lhes concede sentir. N'este momento o quadrado azul era o
sitio excto onde existia perpendicularmente a maior profundidade
oceanica. Esta seria a minha altura depois de sommar a quatro e quatro
e sem intervallos todos os gros de areia cheios das fantasias de todos
os que at este instante pensaram em mim quer fsse com a noo excta
da minha intensidade quer fsse at a inconsciencia de terem pensado
num qualquer que fsse exctamente Eu. A creada veiu trazer-me n'uma
bandeja de cristral contente a rir cerimonia uma imensidade de compotas
e refrescos. Devia ser uma creada nova com certeza, porque eu no a
reconheci. Mas to pouco podia comprehender que tivessem tido o
espirito de acceitar como servente uma extravagante que logo no
primeiro dia entrava completamente na no meu quarto a servir-me um
primeiro almoo que nunca fra to exuberantemente de meu habito. E
com uma d'estas naturalidades impressionantes desdobrou os guardanapos
quadradamente azues sobre uma meza que eu tambem nunca conheci no meu
quarto e foi dispondo com requinte decorativo pr meu apetite os
cristaes, os reflexos, os dces e as cxas. Eu ia pouco a pouco
enchendo-me daquella extranheza de nunca ter estado naquelle quarto e
pra sentir melhor esse palpitar nervoso do meu corao levei a mo
sobre o meu peito mas tinha um seio de mulher. Ella descerrou as
janellas cautelosamente e ento reparei espantado que estando eu todo
descoberto o meu corpo n era de mulher. A pelle viciosamente perfumada
tinha um tacto desmaiado de setim-velludo interminavel inexgotavel no
meu desejo. Eu proprio sentia em mim uma diferena de peso que me
favorecia uma agilidade fragil que eu tanto quizera resolvida. E eu
que apenas tinha sentido no meu crebro a alegria dos reflexos dos
cristaes, o requinte do perfume das compotas, a musica de um quarto de
accordar, o servilismo dos apanhados das cortinas, o dever confidencial
dos moveis, a seleco afectiva dos taptes, a embriaguez intima dos
bibelots, agora era com todo o meu corpo que possuia essas
sensibilidades to intensificadamente independentes nos seus contornos,
nas suas transparencias, nos seus logares, nas suas substancias que a
carne toda me deliciava demoradamente em spsmos de pros alternadamente
em desafios de mais gso. Mas agora, como prova da verdade, eu j sentia
tambem nos meus joelhos, n'uma satisfao convexa de abundancia, as
ondulaes sensuaes do tecto no mesmo rithmo de co em que se mastrobava
a americana viciosamente esguia de music-hall. E as paredes
despegavam-se de serem definitivas e ou se enrolavam num gesto de
conquista ou se confessavam finalmente sphicas n'uma apologia oriental
de serpentes do peccado, venenosamente magnetisadas plo meu sexo
musical. Por fim, eu cria j absolutamente em Deus; aquelle meu
imprudente impossivel de nunca poder vir a ter a Italia toda sobre o
meu travesseiro excedia-se a tal ponto em realizao que eu j admitia
enthusiasticamente na minha opinio a superioridade do Homem se no
plo que elle exprimia ao menos plo que elle sentia. Ah! mas de muito
mais vir a ter a certeza que nunca houve nenhum homem estupido pra
dentro quando pra fra a maioria transpe o ignobil. Mas assim, sim!
nem ha a necessidade do spsmo animal quando se domina o instante total
de uma nacionalidade por todas as nuances da depravao. Que deficiente
que  a expresso do genio! Pra que havmos de comprovar o restricto
da expresso em tentar litterariamente archivar a vida?  preferivel
viv-la, reala-la no decorrer, no pla necessidade da divulgao
artistica mas pla intensidade do momento unico. No te lastimes, meu
polidor das unhas, eu no te serei ingrato como os outros. Eu saberei
transparecer em ti esta minha paixo ardente por esse teu gesto curvado
de espelhar as unhas em que escondes por vergonha todos os desejos
intimos de meio mundo que te usa. Meu Deus! permites que eu pense na
Felicidade da vida se todos tivessem a brutalidade da minha
Intelligencia? Repra tu,  Deus, como eu fao o possivel pra no te
comprehender! que bsta eu desencantar-te em qualquer frma de jarra
pra ella deixar logo de ser a minha amante pra ser um gesto teu! Como
queres tu que eu no te admitta, se o meu sexo nunca repetiu um
espasmo? E no fui eu que revelei que a elegancia do toilette me
emendou as ancas? julgavas que eu no sabia que me espreitavas do
esplho quando eu no me via ao esplho? Eu vi-te ainda a fugir. Se
sabes que eu valho tanto porque me no dizes a razo de ser aquella
moldura igual ao recordar-me triste? J nem preciso recordar-me
triste, j existe n'aquella moldura. Se tu soubsses a minha dr por
aquella pedra ser irregular! Porque no lhe ds um nme? Faz-me lembrar
as coisas iguais a mim mas que ainda no sabem do quadrado azul. Se s
Deus porque me no deixas dizer o segrdo da felicidade a esta gente?
Doe-me tanto v-los parvos! E a creada na disse-me em italiano se eu
queria tomar banho primeiro porque os dces estavam canados de pensar
e que se eu no soubsse responder lgo a seguir j uma das americanas
tinha tomado o absyntho mais cdo pra me vir beijar o sexo. Preferi o
banho.--Sim, menina, disse em italiano tendo-se ajoelhado n'uma
reverencia antes de sair. Corri ao esplho. Eu era a minha amante! Mas
a inteligencia era absolutamente a minha. Extranhava tudo: o atrito
das coxas, a curva das pernas, o paladar, o perfume natural da pelle,
os cabellos compridamente macios e loiros, os habitos da lingua, a
direo dos gestos, as atitudes, tudo diferente e tudo melhor. De
repente o corpo comeou a desmanchar-se-me como duas metades
mal-coladas sempre com os movimentos d'ella intersecionados do meu
corpo n a regressar lentamente de um desaparecimento. E outra vez se
diluia pra ser apenas a minha amante toda na mas com a minha
intelligencia. Eu no tinha absolutamente vontade nenhuma sobre os
seus gestos quotidianos, sobre os seus habitos. Eu era como que alguem
que a disfructsse na intimidade espreitando-a de dentro dos olhos
d'ella. Fui inconscientemente abrir um dos guarda-vestidos e vi-a ter
todos os gestos que se teem pra se escolher um vestido que v bem com
a disposio do accordar mas o vestido preferido era o meu corpo mlle.
N'isto entrou a creada ainda toda na e ajudou-a a vestir-lhe o meu
corpo molle tendo ficado muito contente com ella por ter resolvido pr
hoje aquelle vestido que lhe ficava to bem. Eu quiz dizer qualquer
coisa que me no lembra mas a minha bcca disse sem querer em italiano:
traga-me os sapatos de velludo! Mas a creada sem gestos que
confirmassem o que dizia poz-se a declamar cadenciadamente: Porque o
desejo tem limite e quando se  homem, isto , quando se no atingiu
ainda uma forma das imediatamente superiores ao genero humano tudo o
que aspire o ao-de-l prehenche a deficiencia mais proxima plo
deslocamento da intellectualidade sem interveno de nenhuma das duas
vontades. Depois, saiu do quarto por um instante e a voz d'ella
continuou a declamar da mesma distancia: Se tua me fsse viva no
tinhas tu um galgo que te lambe as mos. O galgo lambe-te as mos por
tua me te ter morrido. Se tua me no tivesse morrido com pna de te
deixar o galgo no te lambia as mos. Se tua me no tivesse morrido
antes de te fazer sentir o grande amor que ela sentia por ti no tinhas
tu um galgo que tem a mania de te lamber as mos. Se tua me no se
sufocsse no desejo de querer por fra que tu soubsses, dentro dos
teus 2 annos, que ella estoirava no excesso de uma paixo por ti no
tinhas tu um galgo damnado que te morde as canellas se o no deixas
constantemente beijar-te as mos.  que todo esse excesso de paixo
eternizou-se em transparencia e foi-se adaptando pouco a pouco no
crebro do teu galgo, elemento de vida mais proximo de ti. Mas no te
creias feliz porque toda essa raiva do teu galgo tem a consciencia dos
sentidos vivos de tua me. Essa massa fluda e indesagregravel que 
toda a energia da paixo de tua me por ti tem a consciencia de se ter
acondicionado no crneo do teu galgo. Por isso tua me tem a maldio
de assistir  lucidez da sua intelligencia na inexpresso do teu galgo
que te lambe as mos por uma vontade alheia  do teu galgo e diferente
 da tua me. E ainda esta dissertao no tinha terminado e j a
creada tinha voltado co'os sapatos de velludo. Eu estremeci sacudido
por um choque to violento como se o proprio Sol se suicidsse de l
de cima sobre a minha cabea e nos tivssemos esmigalhado os dois em
escurido. Mas Eu no era Eu nem Eu era a minha amante. Eu era apenas
a minha intelligencia fechada dentro da cabea da minha amante e sem
comunicao absolutamente nenhuma co'a minha amante. Eu tinha a
excitao extacticamente atropelada da paralysia geral mas o meu
crebro pretendia rebentar em congesto de estrondo que parsse a terra
estampada contra o Sol como uma laranja esmigalhada que deixsse o Sol
todo apagado em ndoa ngra de sangue pisado. E era a bocca d'ela que
a minha intelligencia via plo esplho e que to longe da minha Dr
perguntava  creada se no tinha outro avental para pr. De repente o
Eu v-la plo esplho j no era de to alto. Agora Eu era um Zumbir que
no vibrsse seno achar-me muito bello. Eu era delicadamente o motivo
de um abrgo compensador e suave e afectivamente dedicado. E ella
comeou a perfumar prevertdamente o sexo n'uma delicia de segrdos
que me acondicionavam lucidamente a minha inteligencia no sexo d'ella.
A Natureza no era mais do que o crebro explodia pra todos os lados.
Oh! puff!! como Eu odeio a humanidade que se exprime! O que  o
escandalo seno o Homem? escandalo no sentido obscno! Ha coisa mais
obscna que a Humanidade? esta coisa que pretende dominar na terra e
que escorrega em desordem plos continentes at secar em morte! Que
forma ter a lsma que nos segrga? Nenhum outro excremento  venenoso
como o da terra! Ignobeis parastas omnvoros que vos atulhaes em
impotencia dentro de um penco inconvenientemente convencional! que
pretendeis Vs com essa fria de subjectivismo? pra que complicaes to
enterradamente-viva a Ignorancia? Deus certamente enganou-se em me
nascer! oh! Como Eu odeio a Humanidade que se exprime! se Eu no
soubsse lr os gestos e as propores diria que a Humanidade era to
bsta como os genios humanos quando pretendem desenvencilhar-se da
inspirao. Ser gnio quer dizer reproduzir-se igual a si-proprio,
totalmente igual a si-proprio, exageradamente igual a si-proprio.
Logo: no ha gnios. E bastaria Um s pra que se revelsse o
segrdo de ser gnio, o segrdo do mysterio onde est enterrada a
Felicidade, o segrdo de todos os segrdos. E bastaria Um s pra que
a Humanidade toda num s instante se imancipsse unanimemente pr
Verdade que eu creio plenamente nunca ninguem ter pensado apesar de se
escrever co'as mesmas sete lettras V, E, R, D, A, D, E. Mas o
diccionario est errado, morra o diccionario! Ha palavras como spleen
e saudade que so como multas de paciencia pr Homem se arrastar na
sua molenguice. A Velocidade parou em absoluto estes significados.
Spleen  a tatuagem da impotencia.  o symptoma definitivo do cancro
proveniente de uma intelligencia parda. Saudade  a mastrobao
passiva dos que no sabem que a Natureza  suficientemente variada
pra que no haja necessidade de voltar atraz. A Velocidade move-se
por enthusiasmo e nunca descarrila da Felicidade. Eu penso mais
depressa que a inveno do apro e da canta. Eu ganho em Velocidade
 yost,  underwood  smith-premier a todas! Eu penso mais rpido que
os transatlanticos os sud-express as telegrafias sem fios! _Eu penso
no instante igual  durao de todos os Mundos!_ Eu tenho a raiva de
no pensar seno co'o crebro. O meu crebro  que me arrasta a mim
atraz d'ele no gallpe victoria da velocidade Maior! E Eu quero
descobrir o crebro das minhas pernas. Eu quero pensar co'as minhas
pernas plo menos to depressa como penso com o crebro. Eu quero fazer
despertar os crebros dos meus nervos, dos meus movimentos, o crebro
das minhas unhas, o crebro dos meus gestos. Eu quero emancipar todos
os crebros dos meus pros pra independentes do crebro da minha
intelligencia. O gramofne, o cinematografo, a Arte e a lynotipe
reproduzem os sentidos, as qualidades, os defeitos, a sensibilidade,
a ideia mas tudo subjectivamente, tudo deficientemente, tudo
convencionalmente. Invente-se a machina de reproduzir o crebro!
industrialise-se o gnio! e co'a morte perptua do subjectivismo, da
deficiencia e do convencionalismo proclamar-se-ha a paz definitiva
erguida de entre todos os crebros absolutamente iguaes pra dentro.
O unico dado imprescindivel pr inveno da machina de reproduzir o
crebro  profetisa-la. Fui Eu, portanto, o poeta Jos de
Almada-Negreiros quem a inventou. De resto a velocidade resolve-a
praticamente. E a velocidade  o triunfo da Europa que elucida o
Mundo. Julio Verne a par de ter sido o mais infimo dos literatos foi
tambem o grande Profeta da Primeira gerao Exclusivamente Europeia
co'a Capital na velocidade. Viva a velocidade! O corao de minha me
ainda era um corao de gente, o meu corao j  um helice que
abrevia o dia porque faz girar a terra mais depressa! Viva a Velocidade
acceleradamente premio! Morra a Saudade e o regresso! Morra o verbo
parar e o verbo recuar! Viva o verbo ganhar sempre por correr demais!
A minha amante no  uma mulher, Puff! A minha amante  a velocidade
que Eu monto. Bravo!!. Morram os relogios, mentira! O mez  que tem 24
horas! o anno so s 12 dias! _A Eternidade existe sim mas no  to
devagar!_ Os meus olhos so holofotes a policiar o infinito. Morra o
Kilometro! o Kilometro no existe, o mais pequeno que ha so 20 leguas!
Eu sou Millionario. A minha Fortuna  o Seculo XX. O meu groom chama-se
T. F. S. Bravo ao meu groom! ice-berg s. o. s. titanic titan-tan
tan-tan tan-tania lusitania s. o. s. wanderbilt U^35 berlim kronprinz
prussia kaiser 300 hp + 42 krupp canet 75 joffre 38 goritza 914
neo-salvarsen europa super-dreadnought monitor alta-tenso perigo de
morte [smbolo: infinito] martinica panama exposition universelle tour
eiffel coupe international des motor-cars mercedes benz the cruzaders
rugby jeffriesjohnson duncan scott polo-sul petrogrado nijinski polonia
marne front poilus reims kodak nordisk gallito & belmonte carranza
zeiss zeppelin taube tank zenith quadrado azul viva K4 bravo salvas
morteiro terra estampdo rachar marte funeraes mysterio herana furtuna
belleza gloria viva quadrado azul jos de almada-negreiros europa.


LISBOA 1917 EUROPA 1920




*K4

o quadrado

AZUL*


POESIA TERMINUS

DIZ-SE AQUI O SEGREDO DO GENIO

INTRANSMISSIVEL


LISBOA 1917 EUROPA MODELO 1920


DIREITOS DE REPRODUO INGLEZA RESERVADOS A FERNANDO PESSOA.


NOTA: esta obra foi lida pla primeira vez a Fernando Pessoa e Santa
Rita Pintor, da Intellectualidade Portuguesa.




OBRA LITTERARIA DE Jos de ALMADA-NEGREIROS


*O Moinho*, a Eduardo Afonso Viana

*23 2.^o andar*, ao Senhor Gualdino Comes

*O Mendes*, a Christiano Cruz

*A Engomadeira*, a Jos Paxko

*A Scena do Odio*, de Jos de ALMADA-NEGREIROS, poeta sensacionista
e Narciso do Egypto, a Alvaro de Campos

*Lenda d'Ignez, a linda que no soube que foi Rainha*, a M.^elle
M. G. M. (S. T.)

*Os Saltimbancos*, contrastes simultaneos, a Santa Ritta Pintor

*Mima-Fatxa, sinfonia cosmopolita e apologia do triangulo femenino*,
a ti para que no julgues que a dedico a outra

*10 Poemas Portuguezes* por M.^me Sonia Delaunay-Terk e Jos de
ALMADA-NEGREIROS

*Ballet Veronse et bleu*, a M.^me Sonia Delaunay-Terk

*K4 O quadrado azul*
*a Amadeo de Sousa Cardoso* substantivo impar *1*, o detentor da Apologia
Masculina, o que me possue em tatuagem azul na sensibilidade, o Amante
preferido da Luxuaria e do Vicio. (Vid genio Pintor).

*A MULHER
       ELECTRICA*
            SUPERLATIVO DE ELLA
                           ELLA
                           *ELLA*

Manifestos serie divulgao


*NOTA DO AUTOR: Todos estes livros devem ser lidos pelo menos duas
vezes prs muito intelligentes e d'aqui pra baixo  sempre a dobrar.*




BREVEMENTE:

*A MULHER
       ELECTRICA*
            SUPERLATIVO DE ELLA
                           ELLA
                           *ELLA*

E

*MIMA-FATXA SINFONIA
COSMOPOLITA E APOLOGIA
DO TRIANGULO FEMENINO.*

EDIO DE PARIS


*Joalmada*





End of Project Gutenberg's K4 O Quadrado Azul, by Jos de Almada Negreiros

*** END OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK K4 O QUADRADO AZUL ***

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